Mandava-me, junto das cartas, as fotos do céu,
O lugar da tua morada.
Chove agora porque antes não chovia
nas fotos que eu tinha, ainda tudo de dia.
É noite alta em meu vale,
Toda aquela montanha invisível
nas noites e madrugada
nas noites e madrugada
molha-se com a chuva que cai, cai do céu...
enquanto vou vendo as fotos que tu me mandou...
do céu.
Acima das colinas.
Acima das colinas.
As letras que diziam nas cartas repetem-se
juntos das fotos e gotas que caem do céu.
Chove agora porque antes não chovia
nas fotos que eu tinha, ainda tudo de dia,
fez-se escurecer as colinas de meu vale.
Ninguém nota as colinas de meu vale...
... imensas, vivas, eternas até o fim do céu,
donde mandara-me as fotos e a chuva que me molha.
Se subir aquela colina molhada e não escorregar-lhe
até a base, sem ter conseguido chegar no céu?
No céu, o lugar onde tudo voa e tudo é livre,
donde mandara-me as fotos e a chuva que me molha.
Chove agora porque antes não chovia,
Não saio até que possa sair
sem molhar os pés e as meias já molhadas
e repetidas.
sem molhar os pés e as meias já molhadas
e repetidas.
Ir às colinas de meu vale....
eternas, imensas e vivas... ninguém percebe as colinas de meu vale.
Te ver, sem escorregar-me ou molhar-me.
Ao encontro do pico alto, ao encontro do que se prometeu.
Tu me mandou as fotos e as cartas das colinas,
que, hoje, são do céu, da eternidade que tu colheu...
Chove agora porque antes não chovia
nas fotos que eu tinha, ainda tudo de dia.

