E não tínhamos nada a perder. Andávamos a passos acelerados, motivados pela aventura e curiosidade, uma hora tu olhou o céu e quando olhei, tu já estava nele, dizendo que não se preocupasse, já voltava...
Eu, com um sorriso no rosto, não sabia bem o que me aturdia ou o que me encantava naquela linda figura, que nesse exato momento saía voando. Continuei só o caminho e tratei de deixar as marcas por onde passei...deixei marcas minhas, marcas nossas, números secretos, ao mesmo tempo que recebia uma brisa com o teu perfurme...e perambulei descendo à margem daquele ex-filete d'água, já tinha uns três corpos de largura e podia chamá-lo de riachinho, continuava a descer esta tal montanha também. O verde não é mais tão denso, a floresta abria num clarão de água que começava a inventar-se em cachoeiras e quedas, cuidei de que contaria todas as maravilhas que vi, enquanto tu viajava por aí...
Quando tu voltou, havia ainda mais jovialidade em mim que em outros tempos. Contei sem tomar fôlego tudo que ocorria e que passava, já iam lá uns 10 dias de descida...e tu contava que esse riachinho ia longe, voou e voou sem ver qualquer fim, perguntei-lhe se ficava mais largo que isso (uns três elefantes) e tu com um sorriso no rosto, daqueles que me fez apaixonar, respondia com um traço de expectativa, com um pedaço de galhofa e um bocado de felicidade: verás...
Contamos juntos as estrelas daquela noite magnífica, até que adormecemos, sem notar, um em cada margem, de frente um ao outro, em silêncio os nossos olhos se enlaçavam e os corações palpitavam. A noite trazia sons aterradores, só que naquela noite, os sons eram inaudíveis, éramos dois em um só momento...
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[Continua, com a esperança de não enfadar o leitor...]
tudo, na verdade, é um sonho
Eu, com um sorriso no rosto, não sabia bem o que me aturdia ou o que me encantava naquela linda figura, que nesse exato momento saía voando. Continuei só o caminho e tratei de deixar as marcas por onde passei...deixei marcas minhas, marcas nossas, números secretos, ao mesmo tempo que recebia uma brisa com o teu perfurme...e perambulei descendo à margem daquele ex-filete d'água, já tinha uns três corpos de largura e podia chamá-lo de riachinho, continuava a descer esta tal montanha também. O verde não é mais tão denso, a floresta abria num clarão de água que começava a inventar-se em cachoeiras e quedas, cuidei de que contaria todas as maravilhas que vi, enquanto tu viajava por aí...
Quando tu voltou, havia ainda mais jovialidade em mim que em outros tempos. Contei sem tomar fôlego tudo que ocorria e que passava, já iam lá uns 10 dias de descida...e tu contava que esse riachinho ia longe, voou e voou sem ver qualquer fim, perguntei-lhe se ficava mais largo que isso (uns três elefantes) e tu com um sorriso no rosto, daqueles que me fez apaixonar, respondia com um traço de expectativa, com um pedaço de galhofa e um bocado de felicidade: verás...
Contamos juntos as estrelas daquela noite magnífica, até que adormecemos, sem notar, um em cada margem, de frente um ao outro, em silêncio os nossos olhos se enlaçavam e os corações palpitavam. A noite trazia sons aterradores, só que naquela noite, os sons eram inaudíveis, éramos dois em um só momento...
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[Continua, com a esperança de não enfadar o leitor...]
tudo, na verdade, é um sonho
